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Em treinamento, fonoaudióloga alerta para prevenção de riscos de broncoaspiração
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22 de março de 2017

Em treinamento, fonoaudióloga alerta para prevenção de riscos de broncoaspiração

Para ressaltar o Dia Nacional de Atenção à Disfagia um treinamento as copeiras do Hospital Unimed Criciúma foi realizado pela fonoaudióloga da instituição, Mariane Berti Teixeira, nessa segunda-feira, dia 20. Intitulado de “Prevenção de Riscos de Broncoaspiração", o objetivo principal da capacitação foi padronizar a preparação do mingau para pacientes disfágicos com o intuito de conscientizar as profissionais sobre seu papel na prevenção do risco de broncoaspiração do paciente.
Além das medidas de padronização, a fonoaudióloga também explanou sobre o assunto. As colaboradoras foram informadas sobre o que é função da deglutição normal, disfagia e broncoaspiração. “Foram apresentados conceitos, figuras anatômicas e vídeos para o aprendizado, conscientizando-as quanto a gravidade dos pacientes com os quais trabalhamos. Durante a conversa, as próprias colaboradoras conseguiam se remeter há alguns dos nossos pacientes internados, esclareceram dúvidas e contribuíram com sugestões”, frisa Mariane.
Conforme a fonoaudióloga, as colaboradoras puderam entender a sua grande importância no processo de cuidado e segurança ao paciente. “Elas entenderam que cada paciente disfágico passa pela avaliação da fonoaudióloga e a partir desta avaliação é selecionada a consistência ideal do alimento para evitar o risco de broncoaspiração. No entanto, este risco só será evitado se a consistência alimentar for preparada da forma ideal por elas, as copeiras”, destaca.
O serviço de fonoaudiologia está presente no Hospital Unimed há um ano e meio e sua principal atuação é evitar os riscos de broncoaspiração pelos pacientes.
Disfagia
A disfagia, de acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva em qualquer etapa do trajeto entre a boca e o estômago. É um sintoma que afeta ou aumenta o risco de comprometimento do estado nutricional e hídrico, saúde geral e impacto negativo na qualidade de vida.
“Muitos pacientes que internam conosco têm dificuldades de deglutição, a disfagia. Quando o paciente é disfágico existe o risco de broncoaspirar o alimento, o líquido e até mesmo a saliva. A broncoaspiração acontece quando o alimento, líquido ou a saliva dirigem-se ao pulmão ao invés de irem para o estômago. Nosso papel no hospital é evitar esses riscos de broncoaspiração. Para tanto, devemos ofertar os alimentos nas consistências mais adequadas que evitam ou diminuam esse risco”, explica a fonoaudióloga.
Segundo Mariane, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia aponta que entre 16% e 22% da população apresentam problemas de deglutição, mas não procuram ajuda; 50% dos pacientes que tiveram acidente vascular encefálico têm disfagia; 85% dos pacientes com paralisia cerebral têm disfagia e 45% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço também possuem o sintoma.
Além disso, de 52% a 82% dos pacientes com doenças degenerativas têm disfagia e 27% dos idosos residentes na comunidade também. Esse número aumenta para 47,5% quando são idosos com histórico de hospitalização e 52,7% se forem residentes de instituições de longa permanência. 

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